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Direito Civil para Concurso: o que mais cai e como estudar

Direito Civil é uma presença estável na maioria dos concursos que exigem formação jurídica, e também em seleções de nível superior não jurídicas. Veja como estudar.

Última atualização em 25/02/2026
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Malhete em cima de mesa, enquanto homem estuda direito civil para concursos atrás.


Direito Civil é uma das colunas do Direito em concursos públicos, e também uma das disciplinas que mais elimina candidatos. Não porque ser “impossível”, mas porque é extensa, técnica e cobrada com alto nível de detalhe pelas bancas.


Quem passa não é quem “sabe tudo”, e sim quem estuda o que mais cai, entende como a banca cobra e constrói uma rotina de treino baseada em questões.


Por isso, este guia vai te mostrar onde o Direito Civil aparece com mais força, quais temas são prioritários e como montar um estudo eficiente e alinhado ao seu edital.


Em quais concursos Direito Civil costuma cair?

Direito Civil é uma presença estável na maioria dos concursos que exigem formação jurídica, e também em seleções de nível superior não jurídicas. A tendência é de manutenção da cobrança nas carreiras jurídicas e expansão para áreas administrativas e fiscais em temas como responsabilidade civil, negócios jurídicos e prescrição.


Em editais recentes, vimos o Civil aparecer com peso em concursos como Defensorias estaduais, Tribunais (TJ e TRTs), Procuradorias municipais/estaduais e seleções para Analista Judiciário e Analista de Controle.


Carreiras jurídicas

Aqui, Direito Civil é praticamente certo no edital. Defensorias, Magistratura, Ministério Público, Procuradorias e Advocacia Pública costumam cobrar a disciplina de forma aprofundada, com combinação de teoria, letra de lei e aplicação prática em casos.


É comum ver questões envolvendo interpretação do Código Civil, precedentes dos tribunais superiores e situações concretas de responsabilidade civil e contratos.


Tribunais

Nos concursos para TJs, TRFs e TRTs, o Civil aparece tanto em cargos de nível superior jurídico quanto em alguns cargos técnicos e analíticos. A cobrança tende a ser técnica, com forte presença de temas como negócios jurídicos, prescrição, responsabilidade civil e provas no processo civil (quando há diálogo interdisciplinar).


Bancas como Cebraspe e FCC têm cobrado detalhes conceituais e pegadinhas normativas recorrentes.


Carreiras policiais

Embora o foco dessas carreiras seja o Direito Penal e Processual Penal, o Direito Civil costuma aparecer em tópicos estratégicos, como personalidade jurídica, responsabilidade civil, indenizações e direitos da personalidade.


A cobrança é mais objetiva e menos aprofundada do que em carreiras jurídicas, mas ainda assim decisiva para diferenciar candidatos.


Áreas administrativas e fiscais

O Civil tem espaço nos concursos de controle, gestão e fiscalização (Tribunais de Contas, Receita, Agências Reguladoras e áreas administrativas). Temas como atos jurídicos, contratos, responsabilidade e prescrição aparecem, especialmente quando há interface com direito público, licitações e administração patrimonial.


Como descobrir se Direito Civil vai cair no edital do seu concurso?

Dá para verificar isso com método: primeiro, olhe o histórico de editais. Em seguida, compare os últimos três concursos para o mesmo cargo e veja se a disciplina apareceu, com qual peso e em que formato. Se houve recorrência, a chance de repetição é alta.


Depois, consulte concursos anteriores de cargos semelhantes, ainda que de outros estados ou instituições. Muitas bancas mantêm um padrão de conteúdos por perfil de carreira, especialmente em tribunais, procuradorias e controle.


E use ferramentas de apoio para ganhar tempo. Sites de concursos e plataformas de estudo permitem filtrar questões por banca, cargo e assunto, mostrando empiricamente se Direito Civil tem sido cobrado e em quais tópicos. Isso transforma achismo em dado.


Por fim, observe sinais indiretos do edital e da carreira:


  • O perfil do cargo (técnico, jurídico, controle, administrativo etc.);
  • As legislações aplicáveis à função;
  • A matriz de competências descrita no edital.


Se a atuação envolve contratos, responsabilidade, patrimônio ou análise de atos jurídicos, é muito provável que Direito Civil esteja presente, mesmo que o edital ainda não tenha saído.


O que mais cai de Direito Civil nas provas?

Malhete e estátua de justiça segurando balança, representando direito civil.


Em geral, as bancas concentram a cobrança em um conjunto relativamente estável de eixos temáticos. Não é tudo o que está no Código Civil, mas um núcleo duro recorrente, que se repete entre diferentes bancas e carreiras.


Abaixo, as áreas prioritárias e você verá em detalhes como cada uma é cobrada na prática.


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB)

A LINDB é cobrada como “porta de entrada” do Direito Civil, testando noções sobre vigência, validade, aplicação e interpretação das normas. As bancas costumam explorar contagem de prazos para entrada em vigor, conflito de leis no tempo e no espaço, irretroatividade, segurança jurídica e critérios de interpretação.


É um tema conceitual, cheio de pegadinhas de literalidade, e costuma aparecer tanto em questões diretas de texto legal quanto em itens que exigem raciocínio sobre casos práticos.


Pessoas naturais e jurídicas

Aqui, as provas focam em personalidade, capacidade, direitos da personalidade, início e fim da pessoa natural, e características das pessoas jurídicas. Questões frequentes envolvem emancipação, incapacidade, nome, imagem, honra, e distinções entre associações, fundações e sociedades.


Além disso, as bancas gostam de misturar teoria com situações concretas para testar se o candidato entende efeitos jurídicos e não apenas conceitos decorados.


Bens

O estudo dos bens aparece para avaliar classificações e consequências dessas distinções. É comum cair a diferença entre bens móveis e imóveis, fungíveis e infungíveis, consumíveis e não consumíveis, além de bens públicos e privados. As bancas exploram como essas categorias impactam contratos, posse e responsabilidade, exigindo precisão conceitual.


Fatos jurídicos

Esse eixo testa a estrutura do negócio jurídico e seus elementos: existência, validade e eficácia. São recorrentes questões sobre defeitos do negócio jurídico (erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão, fraude contra credores), nulidades e anulabilidades.


O nível de dificuldade costuma ser médio a alto, porque exige análise de hipóteses e aplicação dos efeitos jurídicos corretos.


Obrigações

As bancas cobram natureza das obrigações, modalidades (dar, fazer e não fazer), solidariedade, adimplemento e inadimplemento. Também aparecem bastante temas como mora, cláusula penal e formas de extinção das obrigações.


Esse é um dos pilares do Direito Civil para concursos, pois conecta teoria com situações práticas do cotidiano jurídico.


Contratos

Em contratos, o foco recai sobre princípios do Direito Civil (boa-fé objetiva, função social), formação, vícios, revisão contratual e tipos contratuais mais cobrados. Questões frequentemente envolvem interpretação de cláusulas, equilíbrio contratual e consequências do descumprimento.


Responsabilidade civil

Tema campeão em incidência, a responsabilidade civil aparece tanto em teoria (objetiva x subjetiva, nexo causal, dano e culpa) quanto em casos práticos. As bancas exploram dano moral, dano material, responsabilidade por fato de terceiro, responsabilidade do Estado (em algumas provas) e excludentes.


Prescrição e decadência

Aqui, o desafio é saber diferenciar prazos prescricionais e decadenciais, seus efeitos, causas de suspensão e interrupção. As provas gostam de confundir conceitos e testar contagem de prazos em situações concretas. É um tópico curto, mas altamente estratégico, porque erra quem não domina a lógica por trás dos institutos.


Como as principais bancas cobram Direito Civil na prática?

Confira um rápido panorama a seguir.


CESPE/Cebraspe

A marca registrada é o formato certo/errado, que pune o chute e exige precisão conceitual. A banca cobra muita literalidade da lei combinada com interpretação, especialmente em LINDB, negócios jurídicos, prescrição e responsabilidade civil. Ela costuma “pegar” o candidato em detalhes: uma palavra fora do lugar, exceções legais ou hipóteses de aplicação do instituto. Exemplo típico (reformulado): afirmar que “toda nulidade pode ser convalidada com o tempo” — o candidato despreparado marca certo e erra.


FGV

Predominam questões de múltipla escolha com casos práticos curtos, exigindo aplicação direta da norma. A FGV gosta de situações de contratos, responsabilidade civil e prazos, testando raciocínio jurídico mais do que decoreba. Um padrão comum é apresentar um conflito contratual e perguntar qual princípio prevalece ou qual consequência jurídica se aplica.


FCC

Costuma equilibrar texto legal e doutrina, com enunciados mais diretos e menos “armadilhas linguísticas” do que o Cebraspe. Cobra bastante classificação de bens, obrigações e prescrição, frequentemente em formato tradicional de múltipla escolha. Onde ela pega: diferenças sutis entre institutos próximos, como prescrição x decadência ou nulidade x anulabilidade.


Vunesp

Tem perfil mais objetivo e didático, mas ainda técnico. Privilegia conceitos centrais de pessoas, bens, contratos e responsabilidade civil, com menos profundidade doutrinária e mais aplicação prática. Costuma cobrar prazos, direitos da personalidade e consequências do inadimplemento contratual.


Como estudar Direito Civil para concursos?

Comece pelo núcleo duro que mais cai (LINDB, fatos jurídicos, obrigações, contratos, responsabilidade civil e prescrição) antes de avançar para temas periféricos. Em seguida, estude do geral para o específico: entenda os conceitos-chave, e detalhes e exceções.


Questões são o coração do método. Resolva blocos filtrados por banca e assunto, analisando erros com calma e anotando padrões de cobrança. Você precisa entender por que a banca formulou a pergunta daquele jeito.


Vale, também, adotar um ciclo de revisão espaçada: revisão em 24 horas, 7 dias e 30 dias, priorizando seus pontos fracos. Use mapas mentais ou esquemas para temas como nulidades,

prescrição e modalidades de obrigação.


Quanto a materiais, combine lei seca atualizada + doutrina/curso objetivo + banco de questões. Ajuste sua estratégia conforme a banca. Por exemplo: mais literalidade para Cebraspe; casos práticos para FGV; mais classificações conceituais para FCC e Vunesp etc.


Leia também: Cronograma de estudos para concurso: aprenda a montar o seu passo a passo


Quais são os desafios ao estudar Direito Civil e como superá-los?

A disciplina mistura letra de lei, conceitos abstratos e aplicação prática, o que costuma gerar sobrecarga, insegurança e estudo ineficiente. A boa notícia é que quase todos esses desafios são previsíveis e podem ser superados com ajustes simples na sua estratégia.


Veja os mais comuns e como enfrentá-los na prática:


  • Excesso de conteúdo: estude por incidência em provas, não por sumário de livro. Priorize o que mais cai;
  • Memorização difícil: transforme artigos em esquemas visuais e quadros comparativos (ex.: prescrição x decadência);
  • Interpretação jurídica: treine com casos práticos e justificativas de gabarito;
  • Decoreba normativa: foque na lógica do instituto antes da letra da lei;
  • Temas maçante: divida em blocos curtos e alterne com assuntos mais dinâmicos;
  • Falta de prática: resolva questões diariamente, mesmo que poucas, mas consistentes.


Checklist rápido: você está estudando Direito Civil do jeito certo?

Antes de avançar, vale fazer uma pausa estratégica e avaliar se seu método está alinhado com o que as provas realmente exigem. O checklist abaixo funciona como um “raio X” do seu estudo: se você consegue marcar a maioria dos itens, está no caminho certo; se não, é um sinal claro de onde ajustar sua preparação:


  • Identifiquei os temas que mais caem no meu concurso;
  • Estou resolvendo questões filtradas pela minha banca;
  • Reviso com espaçamento (24h, 7d, 30d);
  • Consigo explicar o instituto com minhas próprias palavras;
  • Sei diferenciar conceitos próximos (ex.: nulidade x anulabilidade);
  • Analiso erros em vez de só contabilizar acertos;
  • Uso a lei seca atualizada como base de estudo;
  • Adaptei minha estratégia ao estilo da banca.


Para visualizar como tudo isso se conecta na prática, confira o infográfico abaixo, que organiza o método em quatro etapas claras e é um modelo simples, repetível e comprovadamente eficaz para quem quer evoluir com consistência.


Infográfico com sinopse para concurso de direito civil


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O CEISC tem uma metodologia orientada a provas, construída a partir de análise real de editais e padrões das bancas. Os cursos contam com professores especialistas em Direito Civil para concursos, materiais objetivos e atualizados, e milhares de questões comentadas.


Com isso, você treina com simulados alinhados ao estilo de Cebraspe, FGV, FCC e Vunesp, recebe feedback direcionado e aprende exatamente como cada banca pensa, o que reduz erros e acelera a sua aprovação.


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Conclusão

Dominar Direito Civil para concurso tem a ver com mas estudar o que mais cai e do jeito que a banca cobra. Quando você alinha conteúdo, método e prática ao seu edital, sua taxa de acerto sobe de forma previsível.


Com consistência, revisão estratégica e treino por questões, você transforma uma disciplina extensa em uma vantagem competitiva na prova.

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