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Juiz Substituto: salário, carreira e como passar no concurso

O juiz substituto é o magistrado que ingressa na carreira por meio de concurso público e atua substituindo juízes titulares ou assumindo varas ainda não providas.

Última atualização em 05/02/2026
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Pessoa vestindo roupas executivas, exercendo cargo de juiz substituto.


A carreira de juiz substituto está entre as mais desejadas dos concursos jurídicos no Brasil. Além da estabilidade e da relevância social do cargo, trata-se de uma função que representa a porta de entrada na magistratura, com atuação direta na prestação jurisdicional e impacto real na vida das pessoas.


Ao mesmo tempo, o caminho até a aprovação é longo, exigente e altamente competitivo, o que torna fundamental entender, com clareza, como funciona essa carreira antes de iniciar ou aprofundar a preparação.


Neste guia, você vai encontrar uma visão completa e confiável sobre o cargo de juiz substituto: o que faz no dia a dia, quais são os requisitos, como funciona o concurso, qual é a remuneração, as possibilidades de crescimento e, principalmente, como se preparar de forma estratégica.


O objetivo é ajudar você a avaliar se essa trajetória faz sentido para seus objetivos profissionais e como se organizar para competir em alto nível.


O que faz um juiz substituto?

O juiz substituto é o magistrado que ingressa na carreira por meio de concurso público e atua, inicialmente, substituindo juízes titulares ou assumindo varas ainda não providas. Na prática, ele exerce plenamente a função jurisdicional, com poder para proferir decisões, despachos e sentenças.


No cotidiano, o juiz substituto analisa processos, conduz audiências, decide tutelas de urgência, sentencia ações e responde por demandas que impactam diretamente a sociedade. Dependendo do tribunal, ele pode atuar em diferentes comarcas, muitas vezes sendo designado para suprir necessidades temporárias do Judiciário.


Há variações conforme o ramo da magistratura. Na Justiça Estadual, por exemplo, o juiz substituto costuma atuar em varas cíveis, criminais, de família ou fazenda pública. Já na Justiça Federal, o foco recai sobre matérias como previdenciário, tributário e causas envolvendo a União. Na Justiça do Trabalho, o magistrado lida diretamente com conflitos trabalhistas individuais e coletivos.


Independentemente da esfera, trata-se de uma função que exige maturidade emocional, capacidade de decisão e profundo domínio jurídico, desde o primeiro dia de exercício.


O que é necessário para ser juiz substituto?

O perfil do aprovado em concurso para juiz substituto costuma reunir alta capacidade de estudo, disciplina, constância e experiência prática no Direito. Além do conhecimento técnico, espera-se do magistrado equilíbrio, imparcialidade e compromisso com a função pública.


Requisitos básicos

Os requisitos formais são definidos pela Constituição Federal e pelos editais dos tribunais. Em regra, exigem nacionalidade brasileira, pleno gozo dos direitos políticos, quitação com as obrigações eleitorais e militares, quando aplicável, além de idoneidade moral comprovada em investigação social rigorosa.


Requisitos de formação

É indispensável possuir diploma de bacharel em Direito e comprovar, no mínimo, três anos de prática jurídica, conforme previsto no artigo 93 da Constituição Federal. Essa prática pode ser comprovada por meio de advocacia, exercício de cargos jurídicos, magistério superior ou atividades reconhecidas pelo Conselho Nacional de Justiça.


Esse ponto costuma ser um divisor de águas na preparação e impacta diretamente o planejamento de quem busca entender como ser juiz de forma realista e estratégica.


Qual o salário de um juiz substituto?

Juiz substituto utilizando malhete enquanto exerce o cargo.


A remuneração de um juiz substituto é considerada uma das mais atrativas do serviço público. O subsídio inicial gira em torno de R$30 mil brutos, podendo variar conforme o tribunal e a unidade da federação. Com o tempo, o valor se aproxima do teto constitucional do funcionalismo público.


De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o subsídio dos magistrados segue o teto do Supremo Tribunal Federal, que atualmente ultrapassa R$39 mil. Essas informações podem ser consultadas diretamente no portal oficial do CNJ:


Além do subsídio, podem existir parcelas indenizatórias, como auxílio-alimentação, auxílio-moradia (quando previsto) e outras verbas autorizadas por lei, sempre respeitando os limites legais.


Quais são as possibilidades de crescimento profissional?

O juiz substituto não permanece indefinidamente nessa condição. Com o tempo e o cumprimento dos requisitos legais, ocorre a promoção na carreira, seja por antiguidade ou merecimento. A progressão leva o magistrado à condição de juiz titular, com atuação fixa em determinada vara.


A partir daí, surgem outras possibilidades, como remoção para comarcas maiores, atuação em segundo grau como desembargador, exercício de funções administrativas no tribunal e participação em órgãos colegiados. Para quem se interessa por carreira acadêmica ou institucional, também há espaço para atuação em escolas da magistratura e comissões jurídicas.


Essa evolução é comum tanto para o juiz estadual quanto para magistrados da Justiça Federal e do Trabalho, respeitadas as particularidades de cada ramo.


Como funciona o concurso para juiz substituto?

O concurso para juiz substituto é um dos mais complexos do país, estruturado em várias etapas eliminatórias e classificatórias. O objetivo é avaliar não apenas o conhecimento jurídico, mas também a capacidade prática, a postura e o equilíbrio emocional do candidato.


Prova objetiva

A primeira fase costuma ser uma prova objetiva, com questões de múltipla escolha ou certo e errado, abrangendo disciplinas centrais da magistratura. O nível de dificuldade é elevado, e a margem de erro costuma ser pequena.


Provas discursivas e sentença

Na fase discursiva, o candidato precisa demonstrar domínio técnico, capacidade de argumentação e clareza na escrita. A prova de sentença é um dos maiores desafios do concurso, exigindo raciocínio jurídico estruturado, técnica decisória e domínio da linguagem forense.


Outras etapas

Além das provas escritas, o concurso inclui sindicância da vida pregressa, exames de sanidade física e mental, prova oral e avaliação de títulos. Cada fase elimina um número significativo de candidatos, o que reforça a importância de uma preparação consistente desde o início.


Como se preparar para o concurso de juiz substituto?

A preparação para a magistratura exige método, constância e visão de longo prazo. Não se trata apenas de estudar muito, mas de estudar certo. O primeiro passo é estruturar um cronograma de estudo realista, que contemple todas as disciplinas, revisões periódicas e treino de questões e peças práticas.


A resolução de provas anteriores é indispensável, assim como o treino contínuo de escrita jurídica. Muitos candidatos tecnicamente bons ficam pelo caminho por não dominar a construção de respostas discursivas e sentenças.


Nesse contexto, contar com uma mentoria para concurso pode acelerar significativamente o processo. O acompanhamento especializado ajuda a identificar falhas, ajustar estratégias e manter o foco em um concurso que, muitas vezes, exige anos de dedicação.


Quais são os erros mais comuns na preparação e como evitá-los?

Entre os erros mais frequentes está a falta de planejamento. Estudar sem estratégia, sem priorizar disciplinas e sem revisar conteúdos leva ao desgaste e à perda de rendimento. Outro equívoco comum é negligenciar a fase prática, especialmente a prova de sentença, que costuma ter peso decisivo.


Também é recorrente a ansiedade por resultados rápidos. A magistratura não é um projeto de curto prazo, e entender isso desde o início ajuda a manter a constância e a motivação ao longo do caminho.


Afinal, vale a pena ser juiz substituto?

Do ponto de vista profissional, a carreira oferece estabilidade, remuneração elevada e forte relevância social. Por outro lado, a rotina é exigente, a carga emocional pode ser alta e as decisões tomadas impactam diretamente a vida das pessoas.


Para quem busca autonomia intelectual, compromisso com a Justiça e disposição para assumir grandes responsabilidades, a magistratura pode ser extremamente gratificante. Essa reflexão também vale para quem considera caminhos alternativos dentro dos concursos jurídicos, como a atuação como juiz do trabalho, defensor ou promotor.


Como o Ceisc pode ajudar na sua preparação

Homem jovem utilizando caderno e livros para estudar sobre como ser juiz substituto.


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Conclusão

Ser juiz substituto é o primeiro passo em uma das carreiras mais prestigiadas do Direito. Compreender o funcionamento do cargo, os desafios do concurso e as exigências da profissão ajuda a tomar decisões mais conscientes e estratégicas.


Com planejamento, disciplina e apoio adequado, é possível transformar esse projeto em realidade e construir uma carreira sólida na magistratura.


Perguntas frequentes sobre juiz substituto

Não existe idade máxima para ingresso na magistratura, desde que o candidato cumpra os requisitos legais.


Antes da posse, é possível advogar normalmente, desde que respeitadas as regras éticas da profissão.


A carga horária não é fixa, pois o trabalho é orientado por metas e produtividade.


O teletrabalho ainda é limitado, dada a natureza da função, e os plantões fazem parte da rotina em muitos tribunais.

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