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Policial Judicial: o que faz, salário e como passar no concurso

O policial judicial é o servidor responsável por garantir a segurança institucional no âmbito do Poder Judiciário.

Última atualização em 26/02/2026
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Balança, malhete e livro, representando policial judicial.


Muita gente sonha com uma carreira na área de segurança pública, mas nem sempre conhece todas as possibilidades além das polícias tradicionais. E o policial judicial é um desses cargos pouco compreendidos por quem está começando a pesquisar concursos, embora seja estratégico para o funcionamento da Justiça no Brasil.


Enquanto juízes decidem e promotores acusam, há um profissional responsável por garantir que o sistema judicial opere com segurança, ordem e efetividade, protegendo magistrados, servidores, testemunhas e até mesmo réus durante o andamento dos processos.


Para quem busca estabilidade, salário atrativo e um trabalho com impacto real na sociedade, essa carreira costuma chamar atenção, mas também levanta dúvidas importantes E, neste guia, você vai conhecer informações práticas sobre atribuições, requisitos, remuneração e preparação para se tornar um policial judicial!


O que faz um policial judicial?

O policial judicial é o servidor responsável por garantir a segurança institucional no âmbito do Poder Judiciário. Suas atribuições incluem:


  • Segurança de magistrados e servidores: proteção de juízes, desembargadores e demais servidores durante o exercício de suas funções;
  • Escolta de presos e testemunhas: acompanhamento seguro de pessoas envolvidas em processos judiciais;
  • Controle de acesso: monitoramento da entrada e saída de pessoas nos prédios do Judiciário;
  • Prevenção e resposta a incidentes: atuação em situações de risco, como ameaças ou distúrbios.


A atuação do policial judicial pode variar conforme a esfera (federal, estadual ou municipal), mas o objetivo principal é assegurar o pleno funcionamento da Justiça.


O que é necessário para ser policial judicial?

Para ingressar na carreira de policial judicial, é preciso atender a uma série de requisitos estabelecidos nos editais dos concursos públicos.


Requisitos básicos:

  • Nacionalidade: ser brasileiro nato ou naturalizado;
  • Idade mínima: 18 anos;
  • Direitos políticos: estar em dia com as obrigações eleitorais;
  • Obrigações militares: para candidatos do sexo masculino, estar em dia com o serviço militar;
  • Idoneidade moral: não possuir antecedentes criminais;
  • Aptidão física e mental: comprovada por exames específicos.


Requisitos de formação:

  • Escolaridade: ensino médio completo;
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH): categoria "B" ou superior, conforme exigência do edital.


Além disso, é comum que os editais exijam a aprovação em curso de formação específico para o cargo.


Qual o salário de um policial judicial?

Pessoa sendo algemada por policial judicial.


A remuneração de um policial judicial varia conforme o órgão e a localidade. Em média, o salário de um profissional desses gira em torno de R$ 9 mil a R$ 18 mil ao mês. Além do vencimento básico, os profissionais podem receber:


  • Gratificação de Atividade de Segurança (GAS): adicional específico para a função;
  • Auxílio-alimentação: benefício mensal para custeio de alimentação;
  • Auxílio-transporte: ajuda de custo para deslocamento;
  • Assistência pré-escolar: benefício para servidores com filhos em idade pré-escolar.


Quais são as possibilidades de crescimento profissional?

Muita gente entra no concurso de policial judicial pensando apenas na aprovação, mas a verdade é que essa carreira foi desenhada para quem quer evoluir, ganhar mais responsabilidade e ver seu trabalho amadurecer ao longo do tempo. Se você tem receio de “ficar parado na carreira”, esse é um ponto importante para entender.


Na maioria dos tribunais e órgãos, o cargo está estruturado em classes ou níveis, o que permite progressão funcional. Ou seja, conforme você acumula tempo de serviço, participa de cursos de capacitação e mantém bom desempenho, sua remuneração aumenta e seu papel dentro da instituição pode se tornar mais estratégico.


Além disso, o policial judicial não precisa ficar “preso” à mesma função, pois existem possibilidades de mudança de lotação, o que permite ao servidor transitar entre diferentes áreas dentro do Judiciário.


Outro caminho de crescimento são as funções comissionadas ou de confiança. Com experiência e desempenho, o policial judicial pode assumir papéis de liderança, como coordenação de equipes, chefia de setor ou apoio direto à administração do tribunal.


No médio e longo prazo, muitos profissionais também utilizam essa experiência como base para outros concursos na área de segurança ou justiça, como carreiras policiais, analistas judiciários ou até cargos de gestão pública.


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Como funciona o concurso para policial judicial?

A prova, no geral, segue uma linha lógica por etapas e meios de teste e preparo dos futuros policiais judiciais. Confira quais são.


Prova objetiva

Seu objetivo é medir se você possui o conhecimento necessário para desempenhar a função. Em geral, é composta por questões de múltipla escolha, cobrando tanto matérias básicas quanto específicas. Entre os conteúdos mais comuns estão:


  • Língua Portuguesa;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Administrativo;
  • Direitos Humanos;
  • Noções de Segurança Institucional;
  • Legislação.


Muitos candidatos sentem ansiedade nessa fase porque estudaram bastante, mas têm dificuldade em transformar conhecimento em acertos. A saída é treinar com questões anteriores da mesma banca, simulados cronometrados e revisão ativa dos erros.


Leia também: Polícia administrativa e polícia judiciária: entenda diferenças, funções e exemplos práticos


Teste de aptidão física (TAF)

O objetivo dessa etapa é verificar se o candidato tem condições físicas mínimas para lidar com as exigências do cargo, que podem incluir escoltas, contenções e situações de risco.


Normalmente, os testes envolvem corrida, flexões, abdominais e barra fixa, com índices que variam conforme sexo e faixa etária. O grande erro aqui é deixar a preparação para a última hora. Algo muito comum entre concurseiros que focam apenas na parte teórica.


A solução prática é simples, mas exige disciplina: incluir treino físico regular desde o início da preparação, de forma progressiva e segura.


Avaliação psicológica e exames médicos

A avaliação psicológica não busca “perfeição”, mas verificar se você tem equilíbrio emocional, capacidade de trabalhar sob pressão, controle do estresse e perfil compatível.


Para isso, são aplicados testes padronizados, entrevistas e, em alguns casos, dinâmicas. Quem se sai melhor aqui não é necessariamente o mais inteligente, mas quem demonstra maturidade, estabilidade e autocontrole.


Já os exames médicos têm caráter eliminatório e verificam se você possui condições físicas e de saúde compatíveis com a função. Problemas graves que comprometam sua atuação podem resultar em inaptidão.


Investigação social

Aqui, o órgão analisa sua vida, incluindo antecedentes criminais, histórico profissional, comportamento em redes sociais e até referências para garantir que o futuro policial judicial tenha conduta ilibada e confiabilidade para exercer um cargo dentro do Judiciário.


Pequenos deslizes do passado podem gerar preocupação. Por isso, transparência e regularidade são fundamentais.


Como se preparar para o concurso de policial judicial?

Policial Judiciário de costas, mostrando detalhes de farda e algemas presas ao cinto


O primeiro passo é estudar o edital com atenção e montar um cronograma de estudos. Em vez de tentar abraçar tudo de uma vez, organize sua rotina por blocos de disciplinas, priorizando as mais cobradas e as que você tem mais dificuldade. Essa organização diminui a sensação de caos e dá clareza ao caminho.


Os materiais também fazem diferença. Apostilas atualizadas, videoaulas de qualidade e legislação comentada ajudam a transformar conteúdos complexos em aprendizado real. Mas nada substitui a prática: resolver questões diariamente é o que realmente consolida o conhecimento e treina seu raciocínio para o estilo da banca.


Os simulados periódicos são essenciais para testar seu nível, medir evolução e treinar controle emocional. Muitos candidatos sabem a matéria, mas travam sob pressão — e o simulado é a melhor forma de trabalhar isso antes do grande dia.


Paralelamente, a preparação física deve caminhar junto com os estudos teóricos. Criar uma rotina equilibrada, com treino, estudo e descanso, não é luxo — é estratégia para chegar inteiro a todas as etapas do concurso.


Quais são os erros mais comuns na preparação e como evitá-los?

Um dos erros mais frequentes é estudar sem realmente conhecer o edital. Muitos candidatos começam a preparação baseados em “achismos” ou materiais genéricos e, quando o edital sai, percebem que desperdiçaram meses com conteúdos pouco relevantes.


Para evitar isso, trabalhe com o edital mais recente ou, na ausência dele, com editais anteriores do mesmo tribunal ou banca, mapeando padrões de cobrança e prioridades.


Outro problema é priorizar a teoria e negligenciar a prática. Ler e assistir aulas é importante, mas a aprovação vem quando você aprende a resolver questões no estilo da banca.


Quem não treina diariamente com exercícios acaba tendo dificuldade de aplicar o conhecimento no tempo e formato exigidos na prova. A solução é simples: combinar estudo teórico com resolução sistemática de questões e revisão ativa dos erros.


Há ainda quem estude de forma desorganizada, sem cronograma, sem metas semanais e sem revisões planejadas. Isso gera cansaço, ansiedade e sensação de estar sempre “correndo atrás”. Para evitar isso, vale estruturar um plano de estudos com blocos diários, momentos de revisão e simulados periódicos para medir evolução.


Afinal, vale a pena ser policial judicial?

Vale a pena, mas não para todo mundo. A carreira oferece estabilidade, remuneração atrativa e um papel essencial dentro do Poder Judiciário. Para quem busca previsibilidade financeira e um trabalho com impacto social, esse é um grande ponto positivo. Por outro lado, a rotina pode ser intensa e exigente.


Afinal, o policial judicial lida com situações sensíveis, escoltas de presos, proteção de magistrados e eventuais riscos no ambiente de trabalho. Isso exige preparo físico, equilíbrio emocional e maturidade para lidar com pressão e responsabilidade constante.


No fim das contas, vale a pena para quem busca uma carreira sólida, estruturada e com propósito. E que também está disposto a se preparar tecnicamente, fisicamente e emocionalmente para isso.


Como o Ceisc pode ajudar na sua preparação?

O Ceisc transforma a preparação em um caminho estratégico para quem quer ser policial judicial. Com cursos atualizados, trilhas de estudo organizadas e um banco de questões robusto, você estuda exatamente o que é cobrado pelas principais bancas, no ritmo certo e com foco nos seus pontos de melhoria.


Os simulados periódicos e a tecnologia de aprendizagem da plataforma ajudam a treinar tempo de prova, identificar lacunas e ganhar confiança ao longo do processo. Isso significa menos incerteza, mais direção e uma preparação alinhada à realidade do certame.


Prepare-se com estratégia e foco na aprovação com o Ceisc!


Conclusão

A carreira de policial judicial combina estabilidade, responsabilidade e impacto social, oferecendo um caminho estruturado dentro do Poder Judiciário. Se você se identifica com esse perfil e quer transformar intenção em aprovação, conheça o Ceisc e veja como esse pode ser o diferencial para iniciar e fortalecer sua trajetória rumo à aprovação!

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