Últimas peças OAB: como estudar certo para a 2ª fase
A 2ª fase da OAB segue alguns padrões. Por isso, é importante estudar as últimas peças OAB cobradas. Veja como!
Para muitos candidatos, um dos grandes temores ao encarar a 2ª fase do Exame de Ordem é justamente a escolha e a execução da peça prático-profissional. Esse receio, no entanto, não nasce da complexidade jurídica, mas da falta de familiaridade com o padrão de cobrança e da insegurança em estruturar uma resposta eficiente.
A chave para vencer a 2ª fase está em compreender que a banca FGV segue padrões previsíveis na escolha das peças, nas competências testadas e na correção. Estudar as últimas peças OAB cobradas é, portanto, uma das formas mais eficientes de direcionar a preparação e reduzir incertezas.
Neste guia, abordaremos os padrões recentes de cobrança, as peças por área, como identificar e treinar cada tipo de peça, e como organizar um cronograma de estudo que maximize suas chances de aprovação.
Por que analisar as últimas peças da OAB faz toda a diferença
Analisar o histórico de peças dos últimos exames é essencial porque a banca FGV não cria peças aleatórias; ela utiliza cenários que se repetem em contextos variados para testar competências profissionais. Essa repetição cria um padrão que pode ser estudado e antecipado, o que torna o estudo muito mais objetivo e eficiente.
Quando o candidato observa várias provas anteriores, ele começa a identificar gatilhos no enunciado que sinalizam uma determinada peça. Por exemplo, quando o texto menciona “decisão que nega seguimento recursal”, o alerta de agravo de instrumento ou recurso cabível acende na mente de quem já treinou com exemplos reais. Isso reduz a sensação de improviso e transforma o estudo em estratégia.
Além disso, compreender essas tendências ajuda a priorizar conteúdos. Em vez de tentar memorizar todas as peças possíveis, o candidato passa a concentrar a energia nas peças que realmente têm maior incidência nas provas.
Isso faz parte de um plano de estudos para OAB bem estruturado, que respeita a lógica da banca e o seu tempo disponível.
Como a FGV escolhe as peças da 2ª fase da OAB
A Fundação Getulio Vargas (FGV), organizadora da OAB, tem critérios claros na hora de selecionar as peças. A banca busca peças que permitam avaliar múltiplas competências do candidato, como capacidade de identificar o problema jurídico principal, seleção correta de fundamentos, domínio técnico da peça e coerência na estrutura.
Em geral, a FGV trabalha com situações factuais que envolvem conflitos jurídicos reais ou verossímeis, exigindo do candidato não apenas memória normativa, mas capacidade de aplicação prática do Direito.
Isso significa que a simples memorização de títulos de peças ou elementos legais não é suficiente, é preciso saber como eles se articulam na construção de uma resposta profissional.
Outro aspecto importante é a repetição cíclica de peças. Ao observar as últimas peças da OAB, é possível perceber que determinadas estruturas se repetem por área, ainda que com contextos diferentes. Essa constância revela que a banca não está interessada em surpreender, mas em certificar que o candidato domina a técnica jurídica que será exigida no exercício profissional.
Últimas peças cobradas na 2ª fase da OAB (por área)
Direito Tributário
Ao analisar as últimas peças OAB na área tributária, percebe-se que a banca tem buscado peças ligadas ao controle de legalidade de atos fiscais e recursos processuais:
- 44º Exceção de Pré-executividade: demonstra a necessidade de atacar pressupostos de execução fiscal sem embargos.
- 43º Apelação Contra Sentença: clássico recurso para rebater sentença desfavorável.
- 42º Ação Anulatória: peça típica para discutir ilegalidade de lançamento tributário.
- 41º Apelação: repetição da peça recursal tradicional.
- 40º Mandado de Segurança Coletivo Preventivo com pedido de liminar: mostra foco em direitos coletivos contra atos administrativos tributários.
- 39º Ação Anulatória: reforça a recorrência dessa peça.
- 38º Agravo de Instrumento: usado contra decisões interlocutórias relevantes.
- 37º Ação de Repetição de Indébito: peça comum em demandas de devolução de tributo pago indevidamente.
Esse histórico indica que a banca valoriza a capacidade de manejar tanto peças contenciosas quanto recursais, com forte ênfase em proteção de direitos e controle de atos fiscais.
Direito Civil
Na área civil, as peças alinhadas às expectativas profissionais são as que mais aparecem:
- 44º Agravo de Instrumento: recorrente para atacar decisões interlocutórias.
- 43º Contestação em Ação de Despejo: peça que exige domínio de procedimento especial e fundamentos de direito de posse.
- 42º Apelação: clássico recurso recursal.
- 41º Petição Inicial em Ação de Reintegração de Posse: demonstra a atenção da banca a atos possessórios.
- 40º Petição Inicial em Divórcio Consensual: peça que avalia o entendimento de direito de família.
- 39º Contrarrazões: essencial em fase recursal.
- 38º Petição Inicial de Ação de Indenização: peça que exige identificação de responsabilidade civil.
- 37º Embargos de Terceiro: protege terceiro contra ato de apreensão indevida.
- 36º Apelação em Embargos Monitórios e 35º Contestação: reforçam a diversidade de cenários civis.
- 34º Apelação: outra aparição do recurso clássico.
Esse padrão mostra a preferência da banca por peças que transitam entre direitos reais, família, obrigações e recursos, cobrando competências amplas.
Direito Penal
O Direito Penal tem uma forte presença de peças recursais e reativas:
- 44º Apelação: recurso recorrente após sentença condenatória.
- 43º Contrarrazões à Apelação: peça complementar do recurso.
- 42º Resposta à Acusação: exige capacidade de defesa técnica.
- 41º/40º/39º Apelação: demonstra a repetição sistemática do instrumento recursal.
- 38º Agravo em Execução: mostra atenção ao estágio de execução penal.
- 37º Memoriais: peça de síntese argumentativa.
- 36º Resposta à Acusação e 35º Apelação: reforçam os itens anteriores.
- 34º Recurso em Sentido Estrito: clássico recursal em matéria penal.
Esse histórico revela que a banca penal da OAB enfatiza a capacidade de lidar com recursos e defesas processuais de forma técnica e normativa.
Direito do Trabalho
No campo trabalhista, há um equilíbrio entre peças típicas de conhecimento e peças mais específicas:
- 44º Contestação: peça essencial de defesa.
- 43º Pré-executividade: mostra ênfase na proteção de garantias processuais.
- 42º Contestação: reforça a importância dessa peça.
- 41º Agravo de Petição: recurso típico do procedimento trabalhista.
- 40º Reclamação Trabalhista: peça inicial clássica.
- 39º Embargos de Terceiro: proteção de terceiro na fase de execução.
- 38º Agravo de Petição: reforça o recurso.
- 37º Contestação e 36º Mandado de Segurança: peças que mostram variação de cenários.
- 35º Recurso Ordinário e 34º Reclamação Trabalhista: reforçam a avaliação de mérito e recurso.
Esse panorama mostra que a banca busca verificar não apenas conhecimento técnico, mas também estratégia processual.
Direito Constitucional
Na Constitucional, a banca costuma focar em peças ligadas à proteção de direitos e controle jurisdicional de atos:
- 44º Ação Popular: proteção de patrimônio público.
- 43º Ação Direta de Inconstitucionalidade: clássico controle concentrado de constitucionalidade.
- 42º Reclamação: instrumento de preservação de competência ou garantia de efetividade.
- 41º Petição Inicial de Ação Declaratória de Constitucionalidade: peça mais técnica e específica.
- 40º Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI): reafirma a ênfase em controle constitucional.
- 39º Mandado de Segurança Coletivo: proteção de direito coletivo.
- 38º Mandado de Injunção Coletivo e 37º Ação Popular: mostram repertório de ações coletivas.
- 36º/35º Ação Direta de Inconstitucionalidade e 34º Mandado de Segurança: reforçam os instrumentos constitucionais.
Esses padrões revelam preferência por peças que exigem conhecimento aprofundado do sistema constitucional de proteção de direitos e controle de atos.
Direito Administrativo
Na seara administrativa, as peças indicam foco em atos administrativos e controle judicial:
- 44º Mandado de Segurança: proteção de direito líquido e certo contra ato ilegal.
- 43º Ação Popular: controle de atos lesivos ao patrimônio público.
- 42º Apelação Cível em Ação Indenizatória: recurso em jurisdição administrativa/indireta.
- 41º Mandado de Segurança: reforça a peça.
- 40º Agravo de Instrumento: ataque a decisões interlocutórias.
- 39º Apelação contra sentença condenatória em Ação de Improbidade: peça complexa.
- 38º Ação de Indenização por Desapropriação Indireta: mostra foco em direitos patrimoniais.
- 37º Ação Anulatória de Ato Administrativo: clássica peça administrativa.
- 36º Ação Civil Pública e 35º Contestação: variam os cenários.
- 34º Mandado de Segurança: outra vez presente.
Isso demonstra que a banca quer verificar capacidade de manejar instrumentos de controle e reparação de ilegalidade administrativa.
Direito Empresarial
A área empresarial tem recorrentemente peças relacionadas a atuação prática em direito societário e comercial:
- 44º Apelação: recurso clássico.
- 43º Apelação: repetição do recurso.
- 42º Recuperação Judicial: peça técnica de alta relevância prática.
- 41º Ação de Cobrança: demanda clássica de direito empresarial.
- 40º Embargos à Execução: peça defensiva em execução.
- 39º Ação de Dissolução Judicial: instrumento de proteção societária.
- 38º Ação de Execução de Títulos: peça bastante prática.
- 37º Pedido de Falência por Inadimplência: demonstra alcance da disciplina empresarial.
- 36º Ação de Execução de Sentença, 35º Impugnação de Crédito e 34º Impugnação: reforçam repertório processual empresarial.
Esse panorama mostra que as peças nessas matérias têm repertório normativo e capacidade de aplicação em cenário econômico e societário.
Como reconhecer a peça certa pelo enunciado da prova
Um dos maiores desafios na 2ª fase é identificar rapidamente qual peça a banca espera. O segredo está em treinar a leitura estratégica do enunciado. Palavras-chave como “sentença”, “decisão interlocutória”, “ato administrativo”, “ato fiscal”, “risco de dano irreparável”, “rediscussão de valores” e termos semelhantes são gatilhos que orientam o candidato.
Por exemplo, um enunciado que menciona a necessidade de discutir liminarmente a violação de direito líquido e certo sugere Mandado de Segurança. Já a menção à desapropriação indireta, com cálculo de indenização, deve imediatamente remeter o candidato à peça de Ação de Indenização por Desapropriação Indireta.
Esse tipo de reconhecimento é treinado com repetição, análise de como funciona a prova da OAB e processamento de padrões factuais semelhantes aos das provas reais.
O que estudar a partir das últimas peças cobradas
Estudar com base nas últimas peças OAB significa priorizar fundamentos que se repetem, como técnica recursal, estrutura de pedidos, requisitos formais de ações específicas, identificação de competência, elementos essenciais da petição e alinhamento com jurisprudência e legislação atualizada.
Isso exige dominar elementos centrais de cada peça: quando usar um agravo versus uma apelação, ou como articular uma ação de improbidade contra uma ação de anulação de ato administrativo. Também exige compreensão da sistemática recursal, princípios processuais e cuidados específicos de cada ramo.
Esse tipo de enfoque, sobretudo quando aliado à prática constante, transforma o estudo de um volume intimidante de peças em um repertório funcional e aplicável.
Como treinar com base nas últimas peças da OAB
Treinar com base nas peças das últimas edições significa não apenas escrever, mas também revisar com rigor. Isso inclui simular condições de prova, cronometrar a escrita, consultar a legislação à mão e exigir um plano de revisão final antes da prova.
A prática deve ser feita de maneira sequencial: leitura do enunciado, identificação da peça, estruturação das partes essenciais (endereço, qualificação, fatos, fundamentos, pedidos), fundamentação normativa e, finalmente, escrita e revisão.
Esse processo ajuda a internalizar lógica e repertório, reduzindo a sensação de dificuldade no dia do exame.
Plano de revisão final baseado nas recorrências da FGV
Um bom plano de revisão antes da prova deve organizar os conteúdos segundo sua recorrência: os itens mais frequentes devem ser revisados com mais prioridade, enquanto os menos recorrentes aparecem em revisões complementares.
Uma etapa útil no plano é agrupar peças e temas por similaridade: peças recursais juntas, peças iniciais juntas, peças especiais juntas e assim por diante. Isso cria um repertório mental que permite ao candidato acessar rapidamente o modelo adequado no dia da prova.
Esse tipo de plano é mais eficiente do que revisar aleatoriamente ou por lista extensa de possibilidades.
Como o CEISC ajuda a estudar só o que realmente cai na 2ª fase da OAB
A preparação do Ceisc para a 2ª fase da OAB é construída com foco nas peças que realmente caem, com análise de padrões históricos, correção detalhada e simulações realistas. O curso oferece apoio para organizar o repertório, entender critérios de correção e dominar a técnica necessária.
Além disso, o aluno recebe orientação sobre como passar na OAB de forma inteligente e estratégica, com foco nas exigências da banca e na prática profissional.
Se você busca dominar as peças que realmente caem, treinar de forma inteligente e maximizar suas chances de aprovação, o Ceisc tem uma metodologia comprovada e foco total na preparação para a 2ª fase da OAB.
Comece hoje mesmo a estudar com quem entende o padrão da banca e sabe exatamente o que é necessário para a aprovação!
Conclusão
Estudar as últimas peças OAB não é apenas uma estratégia inteligente, é essencial para quem quer transformar dificuldade em confiança. A banca FGV repete padrões, estruturas e tipos de conflito que, quando bem compreendidos, tornam a prova muito menos imprevisível e mais administrável.
Com foco nas peças que efetivamente caem, análise de padrões, treino constante e plano de revisão bem estruturado, você reduz a sensação de dificuldade e ganha segurança técnica para enfrentar a 2ª fase. O caminho é de prática e estratégia, não de tentativa ao acaso.
O Exame da Ordem não é fácil por acaso, ele é exigente por design. Mas ele é absolutamente vencível com estudo direcionado e método.
E esse é o tipo de preparação que o Ceisc oferece, ajudando você a conquistar a tão sonhada carteira OAB.
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