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Direito Empresarial para concurso: o que mais cai e como estudar

O Direito Empresarial aparece mais em concursos da área jurídica. Veja como otimizar seus estudos e conquistar a aprovação.

Última atualização em 25/02/2026
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Pessoas em mesa de reunião de escritório de direito empresarial.


O Direito Empresarial para concurso gera dúvidas porque nem sempre aparece com esse nome explícito no edital. Em alguns casos, surge dentro de Direito Comercial. Em outros, aparece diluído em temas de Direito Civil ou legislação específica.


Apesar disso, trata-se de uma disciplina estratégica, sobretudo para carreiras jurídicas, fiscais e de controle. Empresas, contratos empresariais, sociedades, falência, recuperação judicial e títulos de crédito são assuntos que dialogam com a atuação do Estado e com a rotina de diversos órgãos públicos.


Neste guia, você vai entender em quais concursos a disciplina costuma aparecer, como identificar sua incidência no edital e quais estratégias ajudam a direcionar melhor o estudo.


Em quais concursos Direito Empresarial costuma cair?

O Direito Empresarial aparece mais em concursos da área jurídica. Magistratura, Ministério Público, Defensoria Pública e Procuradorias costumam cobrar a disciplina de forma aprofundada, exigindo domínio de sociedades empresárias, falência e recuperação judicial.


Também é comum sua presença em concursos para tribunais, especialmente nos cargos de analista judiciário da área judiciária. Nesses casos, o conteúdo pode aparecer tanto em questões objetivas quanto em provas discursivas.


Além das carreiras jurídicas, o tema surge em concursos da área fiscal e de controle. Auditorias estaduais e federais, por exemplo, exigem conhecimento sobre empresas, responsabilidade dos sócios, títulos de crédito e aspectos ligados à atividade empresarial.


Em concursos para agências reguladoras e cargos administrativos, a disciplina surge de forma integrada a temas de Direito Civil ou à legislação relacionada à atividade econômica.


Ou seja, o Direito Empresarial não está restrito a um perfil de concurso porque dialoga com a estrutura econômica e com a atuação do poder público na fiscalização e regulação.


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Como descobrir se o Direito Empresarial vai cair no edital do concurso que você vai fazer?

A forma mais segura de identificar a incidência de Direito Empresarial é analisar o histórico de editais do órgão e da banca organizadora. Muitas instituições mantêm um padrão estável, o que permite antecipar tendências mesmo antes da publicação do novo edital.


Outro caminho é observar o perfil do cargo. Se a função envolve análise de contratos, fiscalização de empresas, atuação jurídica ou controle de atividades econômicas, há grande probabilidade de o conteúdo aparecer.


Também é importante ler o edital com atenção. O Direito Empresarial pode estar indicado expressamente ou inserido dentro de blocos maiores, como:



A análise de provas anteriores é uma estratégia indispensável. Resolver questões filtradas por disciplina e por banca ajuda a identificar a profundidade da cobrança e os assuntos mais recorrentes.


O que mais cai de Direito Empresarial nas provas?

Pilha de papel e pessoa em mesa de escritório, estudando direito empresarial para concurso.


As bancas não exigem apenas memorização de conceitos, mas testam se o candidato compreende o funcionamento da atividade empresarial e suas consequências jurídicas.


Saber quais assuntos priorizar evita dispersão. Em vez de tentar dominar todo o Código Civil de uma vez, o ideal é concentrar energia nos blocos mais recorrentes. Veja alguns temas muito comuns em provas.


Teoria da Empresa e Empresário

Esta é a base do Direito Empresarial, e as questões costumam explorar o conceito de empresário, atividade econômica organizada, profissionalidade e finalidade lucrativa.


É comum que a banca apresente situações hipotéticas, e também aparecem perguntas sobre empresário individual, incapacidade, registro na Junta Comercial e responsabilidade patrimonial.


Outro ponto frequente é a distinção entre empresário e sociedade simples, além das hipóteses de quem não é considerado empresário, como profissionais intelectuais em determinadas situações.


Sociedade Empresária

Sociedade empresária é um dos temas mais cobrados. As bancas exploram tipos societários, especialmente sociedade limitada e sociedade anônima. Cobram responsabilidade dos sócios, administração, quotas, ações, dissolução e desconsideração da personalidade jurídica.


Em concursos jurídicos, é comum aparecerem casos envolvendo conflitos societários, retirada de sócio, apuração de haveres e responsabilidade por dívidas.


Já em concursos fiscais e administrativos, as questões tendem a focar mais na estrutura societária e nos limites de responsabilidade.


Títulos de Crédito

As questões geralmente abordam princípios como cartularidade, literalidade e autonomia. Também aparecem com frequência cheque, nota promissória, duplicata e endosso.


É comum a banca apresentar uma situação prática envolvendo circulação do título e perguntar sobre responsabilidade dos envolvidos.


Aqui, a compreensão da lógica do sistema é mais importante do que decorar todos os detalhes. Entender como o título circula e quais são os efeitos jurídicos facilita muito a resolução das questões.


Recuperação Judicial e Falência

As bancas costumam cobrar requisitos para pedido de recuperação, efeitos do deferimento, plano de recuperação, assembleia de credores e hipóteses de convolação em falência.


No caso da falência, aparecem perguntas sobre classificação de créditos, arrecadação de bens, ordem de pagamento e responsabilidades do administrador judicial.


Em concursos jurídicos, a cobrança pode ser mais aprofundada, exigindo interpretação de dispositivos da Lei de Recuperação e Falência.


É um tema técnico, mas previsível. Resolver questões anteriores ajuda a identificar o padrão.


Estabelecimento Empresarial

A banca pode cobrar a definição de estabelecimento, seus elementos, alienação, trespasse e responsabilidade do adquirente por dívidas anteriores.


Outro ponto comum é a distinção entre estabelecimento e patrimônio, além da proteção ao nome empresarial e ao ponto comercial.


Embora pareça um tema menor, ele costuma render questões diretas e objetivas, especialmente em concursos de tribunais e carreiras administrativas.


Como as principais bancas cobram Direito Empresarial na prática?

A forma de cobrança varia conforme a banca organizadora, mas existem padrões que ajudam na preparação. Conhecer o estilo da banca permite ajustar a estratégia de estudo. Não basta saber o conteúdo. É preciso saber como ele será exigido.


Cebraspe (CESPE)

O Cebraspe adota o modelo de certo ou errado, com forte apego à literalidade. Em Direito Empresarial, isso significa atenção redobrada aos conceitos do Código Civil e à Lei de Recuperação e Falência. Pequenas alterações de palavras podem tornar o item incorreto.


A banca gosta de explorar exceções legais e detalhes técnicos. Por isso, a leitura da lei seca é indispensável.


FGV

A FGV trabalha com questões mais interpretativas e, em muitos casos, contextualizadas. É comum apresentar situações hipotéticas envolvendo sociedades, contratos empresariais ou falência e exigir análise jurídica mais aprofundada.


Aqui, é preciso compreender os institutos e saber aplicá-los a casos concretos. A banca também costuma explorar temas atuais e alterações legislativas recentes.


FCC

A FCC apresenta um perfil intermediário em que cobra conceitos clássicos, responsabilidade dos sócios, tipos societários e princípios dos títulos de crédito de forma objetiva, mas com certo nível de interpretação.


As questões geralmente são diretas, mas exigem segurança conceitual. Confundir institutos semelhantes é um erro comum. Revisões frequentes e resolução de provas anteriores da própria FCC ajudam bastante.


Vunesp

A Vunesp tende a trabalhar com questões mais literais e objetivas, especialmente em concursos estaduais. Em Direito Empresarial, costuma focar em conceitos básicos, estrutura das sociedades e noções gerais de falência e recuperação.


Apesar de parecer mais simples, a banca exige atenção aos detalhes normativos. Para quem presta concursos organizados pela Vunesp, a leitura cuidadosa da legislação e a prática com provas anteriores são suficientes para alcançar um bom desempenho.


Mulher de terno, sorridente e de braços cruzados, em escritório de advocacia.


Como estudar Direito Empresarial para concursos?

Direito empresarial não é uma disciplina para leitura superficial, mas também não exige aprofundamento acadêmico excessivo na maioria dos certames. O segredo está em três pilares: lei seca, questões e revisão direcionada.


1. Comece pela base normativa

A espinha dorsal da disciplina está no Código Civil (arts. 966 a 1.195) e na Lei de Recuperação Judicial e Falência (Lei nº 11.101/2005). Leia com atenção:


  • Conceito de empresário;
  • Regras sobre sociedades;
  • Responsabilidade dos sócios;
  • Títulos de crédito;
  • Recuperação judicial e falência.


2. Resolva muitas questões da sua banca

Depois da leitura inicial, avance rapidamente para questões anteriores. O estudo passivo não é suficiente e, para isso, resolva questões:


  • Mostra o padrão de cobrança;
  • Revela seus pontos fracos;
  • Ajuda a memorizar dispositivos legais;
  • Evita estudo excessivo de temas pouco cobrados.


3. Faça revisões inteligentes

Direito Empresarial envolve muitos detalhes técnicos. Sem revisão, o conteúdo se perde. Utilize:


  • Mapas mentais;
  • Flashcards;
  • Resumos estruturados;
  • Revisões periódicas (7, 15 e 30 dias).


4. Ajuste o nível conforme a carreira

  • Carreiras jurídicas: aprofundamento maior, leitura de jurisprudência e casos práticos;
  • Tribunais e áreas administrativas: foco maior na lei seca e nos conceitos estruturais;
  • Fiscais: atenção à responsabilidade dos sócios, dissolução irregular e desconsideração.


Checklist rápido: você está estudando Direito Empresarial do jeito certo?

Responda mentalmente:


  • Você sabe diferenciar empresário de sociedade simples sem hesitar?
  • Domina responsabilidade dos sócios na sociedade limitada?
  • Entende os princípios dos títulos de crédito e como eles funcionam na prática?
  • Sabe a ordem de classificação dos créditos na falência?
  • Já resolveu pelo menos 100 questões da sua banca?
  • Está revisando o conteúdo de forma periódica?


Se respondeu “não” para vários pontos, é sinal de que seu estudo pode estar desalinhado com a forma como o conteúdo é cobrado.


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  • Linguagem clara e objetiva;
  • Resolução estratégica de questões;
  • Direcionamento para cada tipo de carreira;
  • Professores especializados na área.


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Conclusão

O direito empresarial para concurso não é uma disciplina impossível, mas exige método. Saber o que mais cai, entender o perfil das bancas e adotar uma estratégia de estudo direcionada transforma completamente o seu desempenho.


Dessa maneira, em vez de estudar tudo de forma genérica, concentre-se nos temas mais recorrentes, na lei seca e foque em revisões periódicas. Com foco, constância e orientação adequada, Direito Empresarial deixa de ser um obstáculo e passa a ser um diferencial competitivo na sua aprovação.

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