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Advogado da União: carreira, remuneração, atribuições, requisitos e concurso AGU 2026

A carreira de Advogado da União é uma das mais cobiçadas do serviço público jurídico federal. Saiba tudo o que você precisa saber sobre: carreira, concurso AGU, ENAP e muito mais.

Publicado em 16/09/2026

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Quer saber quanto ganha um Advogado da União, o que esse profissional faz e como funciona o concurso para entrar na carreira? A carreira está entre as mais disputadas da Advocacia Pública Federal e ganhou uma novidade importante em 2026: a preparação de um novo concurso da Advocacia-Geral da União (AGU), com 50 vagas para Advogado da União.
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E não é só o número de vagas que chama a atenção.


O próximo concurso terá um formato diferente dos anteriores. Antes de participar das etapas específicas das carreiras jurídicas da AGU, os candidatos terão de passar pelo Exame Nacional da Advocacia Pública (ENAP), nova etapa criada para habilitar os interessados.


Mas o que isso muda para quem sonha com uma vaga de Advogado da União? Qual é o salário? Quais são os requisitos? O que faz esse profissional no dia a dia? E como será o novo concurso?


Neste artigo, você confere tudo o que já se sabe sobre a carreira de Advogado da União e o concurso AGU 2026.


O que faz um Advogado da União?

O Advogado da União é um dos profissionais responsáveis pela defesa jurídica dos interesses da União.

Na prática, isso significa que o trabalho vai muito além de atuar em processos judiciais. O membro da carreira também pode prestar consultoria e assessoramento jurídico aos órgãos do Poder Executivo Federal.


A Constituição Federal define essas atribuições no artigo 131, que estabelece que cabe à Advocacia-Geral da União representar a União judicial e extrajudicialmente e exercer atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.


Na rotina profissional, portanto, o Advogado da União pode trabalhar com diferentes tipos de demandas jurídicas.

Entre as principais atividades estão:

  • representação judicial da União;
  • representação extrajudicial;
  • elaboração de manifestações e peças jurídicas;
  • consultoria e assessoramento jurídico;
  • análise da legalidade de atos administrativos;
  • orientação jurídica de órgãos da Administração Pública Federal;
  • atuação em processos e demandas de interesse da União;
  • participação em negociações, conciliações, mediações e arbitragens, conforme as atribuições da unidade.

O trabalho também pode variar bastante de acordo com a unidade em que o profissional estiver lotado e com a área de atuação.


O que a Constituição Federal diz sobre o Advogado da União?

A carreira de Advogado da União tem previsão expressa na Constituição Federal.

O artigo 131 trata da Advocacia-Geral da União e estabelece que a instituição é responsável pela representação judicial e extrajudicial da União, além das atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

O mesmo artigo determina que o ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituição ocorre por concurso público de provas e títulos.

Outro ponto importante é a diferenciação entre as atribuições da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A Constituição estabelece que a execução da dívida ativa de natureza tributária da União cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Por isso, embora Advogados da União e Procuradores da Fazenda Nacional integrem a Advocacia Pública Federal, suas áreas de atuação não são exatamente iguais.

Leia também: Constituição Federal no Planalto


Quais leis regulamentam a carreira de Advogado da União?

A principal norma sobre a organização da Advocacia-Geral da União é a Lei Complementar nº 73/1993, conhecida como Lei Orgânica da AGU.

É essa legislação que detalha a estrutura da instituição, suas competências e diversos aspectos relacionados às carreiras jurídicas.

A LC 73/1993 também estabelece regras relacionadas ao ingresso nas carreiras e à organização funcional dos membros da AGU.

Outra legislação importante é a Lei nº 13.327/2016, que trata de diversos temas relacionados às carreiras jurídicas federais, incluindo aspectos remuneratórios e os honorários advocatícios de sucumbência.

Para quem está de olho no concurso, vale acompanhar também as normas e resoluções editadas pela própria AGU, além, é claro, do futuro edital.

Confira a íntegra da Lei Complementar nº 73/1993: Lei Orgânica da AGU no Senado Federal

Veja também a Lei nº 13.327/2016: Lei nº 13.327/2016 no Planalto


Quais são as classes da carreira de Advogado da União?

A carreira de Advogado da União é dividida em três categorias:

  • Segunda Categoria, que corresponde à classe inicial;
  • Primeira Categoria, classe intermediária;
  • Categoria Especial, classe final.

O candidato aprovado ingressa na categoria inicial e pode avançar na carreira de acordo com as regras de desenvolvimento funcional previstas na legislação.

Essa estrutura também está relacionada à evolução remuneratória do profissional ao longo da carreira.


Quanto ganha um Advogado da União?

O salário é, sem dúvida, uma das principais dúvidas de quem pesquisa sobre a carreira.

O Advogado da União recebe subsídio, conforme previsto na legislação que trata da remuneração das carreiras jurídicas federais.

Em 2026, o subsídio da Segunda Categoria, classe inicial da carreira, é de R$ 27.264,30.

Já na Categoria Especial, classe final, o valor chega a R$ 35.423,96.

Além do subsídio, os membros das carreiras jurídicas federais também estão sujeitos às regras relacionadas ao recebimento de honorários advocatícios de sucumbência, conforme a legislação.

É importante lembrar que valores remuneratórios podem ser alterados por novas leis. Por isso, os candidatos devem sempre considerar a legislação vigente no momento da nomeação.


Quais são os requisitos para ser Advogado da União?

Quem pretende disputar uma vaga de Advogado da União precisa cumprir alguns requisitos específicos.

Entre as exigências estão a formação em Direito e o atendimento das condições previstas na legislação e no edital do concurso.

Historicamente, os concursos da AGU exigem:

  • diploma de bacharel em Direito;
  • cumprimento do requisito de prática forense;
  • inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, quando exigida;
  • atendimento às demais condições previstas para a posse.

Um dos pontos que merece atenção é justamente a prática forense.

A Lei Complementar nº 73/1993 prevê a exigência de, no mínimo, dois anos de prática forense para ingresso nas carreiras da AGU.

A forma de comprovação e as atividades consideradas para esse fim, entretanto, precisam ser observadas de acordo com a regulamentação e com o edital de cada concurso.


É preciso ter dois anos de prática forense?

Sim. A legislação da AGU prevê a exigência de dois anos de prática forense para ingresso nas carreiras.

Mas o que conta como prática forense?

Essa resposta depende das regras estabelecidas pela legislação, pelos atos regulamentares e pelo edital do concurso.

No último concurso para Advogado da União, por exemplo, o edital apresentou uma lista de atividades jurídicas que poderiam ser utilizadas para comprovar a experiência exigida.

Por isso, quem está se preparando para o próximo concurso deve ficar atento ao novo edital. É ele que vai estabelecer, de forma definitiva, os critérios e documentos aceitos para a comprovação.


Como será o concurso para Advogado da União em 2026?

Aqui está uma das principais novidades para quem acompanha a carreira.

A AGU anunciou um novo modelo de concurso para suas carreiras jurídicas, que inclui Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional, Procurador Federal e Procurador do Banco Central do Brasil.

Para Advogado da União, estão previstas 50 vagas. 


O que é o ENAP?

O Exame Nacional da Advocacia Pública (ENAP) é uma das principais novidades do novo modelo de seleção da AGU.

A prova será uma etapa prévia de habilitação para os concursos das quatro carreiras jurídicas da instituição.

Na prática, quem quiser disputar uma vaga de Advogado da União precisará primeiro ser habilitado no ENAP para seguir no processo seletivo.

O exame terá caráter eliminatório.

Mas existe um detalhe importante: a nota obtida no ENAP não será utilizada para classificar os candidatos nos concursos específicos das quatro carreiras.

Ou seja, o exame funciona como uma porta de entrada para as etapas seguintes.


O que o ENAP muda para quem quer ser Advogado da União?

O novo modelo muda bastante a dinâmica em relação aos concursos anteriores.

Até então, o candidato escolhia diretamente a carreira para a qual iria concorrer e seguia pelas etapas específicas daquele concurso.

Agora, haverá primeiro uma etapa comum de habilitação: o ENAP.

Depois de habilitado, o candidato poderá realizar as provas objetivas das quatro carreiras jurídicas da AGU mediante o pagamento de uma única taxa de inscrição.

A escolha da carreira acontecerá posteriormente, antes da etapa discursiva.

De forma simplificada, o caminho será:

ENAP → habilitação → provas objetivas → escolha da carreira → provas específicas → curso de formação.

O curso de formação será a última etapa e terá caráter eliminatório.

Os detalhes sobre número de questões, disciplinas, duração das provas, critérios de aprovação e cronograma ainda dependerão do edital.


Será possível escolher a carreira depois da prova objetiva?

Sim.

Essa é outra mudança importante anunciada pela AGU.

Depois de ser habilitado no ENAP e realizar as provas objetivas, o candidato deverá escolher qual das quatro carreiras pretende disputar nas etapas seguintes.

São elas:

  • Advogado da União;
  • Procurador da Fazenda Nacional;
  • Procurador Federal;
  • Procurador do Banco Central do Brasil.

A possibilidade de realizar as provas objetivas das quatro carreiras com uma única taxa é uma das novidades do novo modelo.


Como foi o último concurso para Advogado da União?

O último concurso da AGU para suas carreiras jurídicas foi realizado em 2022, sob organização do Cebraspe.

Na ocasião, foram oferecidas 300 vagas, sendo:

  • 100 para Advogado da União;
  • 100 para Procurador da Fazenda Nacional;
  • 100 para Procurador Federal.

O processo seletivo contou com várias etapas, incluindo prova objetiva, provas discursivas, inscrição definitiva, prova oral e avaliação de títulos.

O novo concurso, porém, terá uma estrutura diferente.

Por isso, o edital de 2022 continua sendo uma referência importante para quem quer conhecer a carreira e o perfil da seleção, mas não deve ser tratado como uma previsão exata de como será o concurso de 2026.


Onde trabalha um Advogado da União?

Uma dúvida bastante comum entre os candidatos é sobre onde o Advogado da União pode trabalhar.

A resposta é: em diferentes unidades da própria Advocacia-Geral da União.

A AGU possui estruturas voltadas tanto à representação judicial e extrajudicial quanto à consultoria e ao assessoramento jurídico.

Entre elas estão a Procuradoria-Geral da União (PGU) e a Consultoria-Geral da União (CGU), além de suas respectivas unidades.

A lotação do aprovado depende das regras estabelecidas para o concurso e da disponibilidade de vagas.

Por isso, ser aprovado no concurso não significa necessariamente escolher livremente a cidade onde o candidato irá trabalhar. A definição segue os procedimentos estabelecidos pela AGU.


O Advogado da União trabalha somente com processos?

Não.

Esse é um dos pontos que ajudam a entender a amplitude da carreira.

Embora a representação judicial da União seja uma atividade bastante conhecida, o Advogado da União também pode trabalhar com consultoria e assessoramento jurídico.

Nessas atividades, o profissional pode analisar contratos, atos administrativos, políticas públicas, licitações, acordos e outras questões jurídicas relacionadas à Administração Pública Federal.

A rotina, portanto, pode ser bastante diferente dependendo da unidade e da área em que o Advogado da União estiver atuando.


Advogado da União pode exercer advocacia privada?

O exercício da advocacia pelos membros da AGU está sujeito a regras específicas.

Como integrantes de uma carreira pública jurídica, os Advogados da União estão submetidos às normas de impedimento e incompatibilidade previstas na legislação aplicável à Advocacia Pública e à advocacia.

Por isso, quem pretende ingressar na carreira deve conhecer as regras previstas na legislação da AGU, no Estatuto da Advocacia e nas normas específicas que disciplinam a atuação dos membros da instituição.


Qual é a diferença entre Advogado da União e Procurador da Fazenda Nacional?

As duas carreiras fazem parte da Advocacia-Geral da União, mas possuem atribuições diferentes.

O Advogado da União atua na representação judicial e extrajudicial da União e no assessoramento jurídico do Poder Executivo Federal, dentro das competências atribuídas à carreira e às unidades da AGU.

Já o Procurador da Fazenda Nacional possui atuação voltada especialmente para a área tributária e fiscal da União, incluindo a representação relacionada à dívida ativa.

Essa diferença também aparece na Constituição Federal.

O artigo 131 determina que cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional a representação da União na execução da dívida ativa de natureza tributária.

Assim, embora as duas carreiras façam parte da Advocacia Pública Federal, existem diferenças importantes na rotina e na área de atuação.



Central ENAP: aulas e materiais gratuitos para o ENAP e o concurso AGU

Se você está de olho no concurso para Advogado da União, provavelmente já percebeu que o ENAP será uma parte importante do novo processo seletivo.

E como essa é uma novidade para os candidatos, acompanhar as informações e começar a conhecer o exame desde já pode fazer diferença na preparação.

Pensando nisso, o Ceisc Concursos e o JusFederal prepararam a Central ENAP.

A plataforma reunirá aulas e materiais gratuitos para o ENAP e para o concurso da AGU, além de informações e atualizações sobre o novo modelo de seleção.


Quer acompanhar o ENAP e o concurso AGU de perto?

Inscreva-se gratuitamente na Central ENAP do Ceisc Concursos e JusFederal e tenha acesso às aulas, materiais e conteúdos preparados para quem está de olho nas carreiras jurídicas da AGU.


Perguntas frequentes sobre o concurso de Advogado da União

Quantas vagas estão previstas para Advogado da União?

O próximo concurso prevê 50 vagas para Advogado da União.

Quantas vagas serão oferecidas no concurso AGU 2026?

Ao todo, estão previstas 170 vagas para as quatro carreiras jurídicas da AGU: 50 para Advogado da União, 50 para Procurador da Fazenda Nacional, 50 para Procurador Federal e 20 para Procurador do Banco Central.

O que é o ENAP?

O Exame Nacional da Advocacia Pública será uma etapa prévia de habilitação para os concursos das quatro carreiras jurídicas da AGU.

O ENAP será eliminatório?

Sim. O exame terá caráter eliminatório.

A nota do ENAP será usada na classificação?

Não. Segundo o modelo anunciado pela AGU, a nota do ENAP não será utilizada na classificação dos candidatos nos concursos específicos das quatro carreiras.

Será possível fazer prova para mais de uma carreira?

O modelo anunciado prevê que os candidatos habilitados no ENAP poderão realizar as provas objetivas das quatro carreiras mediante o pagamento de uma única taxa. Depois, deverão escolher a carreira para seguir às etapas específicas.

Quanto ganha um Advogado da União?

Em 2026, o subsídio da Segunda Categoria, classe inicial da carreira, é de R$ 27.264,30. Na Categoria Especial, o valor chega a R$ 35.423,96.

É preciso ter dois anos de prática forense?

A Lei Complementar nº 73/1993 prevê a exigência de dois anos de prática forense para ingresso nas carreiras da AGU. A forma de comprovação deve ser conferida no edital e na regulamentação aplicável.

Quando sai o edital para Advogado da União?

A AGU informou que os concursos das quatro carreiras jurídicas têm previsão de abertura ainda em 2026. A data exata dependerá do cronograma oficial do concurso.


Concurso Advogado da União: acompanhe as novidades

O próximo concurso para Advogado da União promete ser diferente dos editais anteriores.

Além das 50 vagas previstas para a carreira, os candidatos terão uma nova etapa pela frente: o Exame Nacional da Advocacia Pública (ENAP).

O novo modelo também prevê a realização das provas objetivas das quatro carreiras com uma única taxa, a escolha da carreira antes da etapa discursiva e um curso de formação eliminatório como etapa final.

Enquanto o edital não é publicado, vale acompanhar de perto as informações divulgadas pela AGU e as novidades sobre o ENAP.

E quem já quer começar a acompanhar esse novo cenário pode se inscrever gratuitamente na Central ENAP do Ceisc Concursos e JusFederal, que contará com aulas e materiais gratuitos para o ENAP e para o concurso da AGU.

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